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Antigo, moderno e modismo – 05/04/2025 – Tostão


As pessoas deveriam escutar as palavras sobre o hediondo racismo ditas por Roger Machado após o jogo contra o Bahia, no lugar de ouvir os midiáticos e repetitivos discursos. Roger termina falando que quando não houver nenhum caso noticiado não significará que acabou o racismo, apenas ficará adormecido, pois existe há mais de 500 anos. O racismo precisa ser educado e severamente punido.

O melhor jogo da primeira rodada da Copa Sul-Americana e da Libertadores foi entre Bahia x Inter. Poucas vezes vi substituições tão ruins e confusas como as do técnico Ramón Díaz na derrota do Corinthians para o Huracán. O Flamengo mostrou novamente que o elenco não é tão bom quanto dizem.

Repito, o que ficou mais evidente após a primeira rodada das duas competições é que muitos times brasileiros ainda não incorporaram, de rotina, as transformações positivas na maneira de jogar que ocorreram nos últimos tempos no futebol mundial, como o jogo intenso, a marcação por pressão, a compactação entre os setores e outros detalhes.

Existem muitas distorções sobre o que é ultrapassado, moderno e modismo. Os volantes atuais que marcam, constroem e avançam com talento, ainda poucos no Brasil, não são modernos, são excelentes. No início do futebol, os times jogavam com dois zagueiros, três médios e cinco atacantes. O centro médio era geralmente o craque do time. Marcava e apoiava com belos e eficientes passes. As coisas vão e voltam.

Quando um jogador atual ocupa mais de uma posição e tem mais de uma função em campo, dizem que ele é moderno. Zagallo, nas Copas de 1958 e 1962, e Rivellino, no Mundial de 1970, eram pontas esquerdas e armadores. Formavam um trio no meio campo com outros dois jogadores e avançavam pelas pontas.

Hoje, é chamada de moderna a equipe que marca e ataca com muitos jogadores. Não é moderna, é uma grande equipe. Na Copa de 1970, no segundo gol do Brasil contra o Uruguai, quando o jogo estava difícil e empatado por 1 x 1, o Uruguai avançou e os três atacantes do Brasil (Pelé, Jairzinho e Tostão) recuperaram a bola no próprio campo, trocaram passes e Jairzinho foi receber na intermediária do Uruguai para daí chegar ao gol. Hoje diriam que foi uma aula moderna de contra-ataque.

Os grandes e atuais times marcam por pressão em todo o campo. Na Copa de 1974, a Holanda encantou o mundo com a mesma postura. Após a Copa, essa marcação não se tornou frequente porque os jogadores não tinham condições físicas para executá-la. Hoje, o preparo físico é muito melhor, porém muitos treinadores não gostam porque morrem de medo de avançar a marcação em bloco e deixar muitos espaços na defesa. O Brasil assistiu à Argentina trocar passes e ganhar com facilidade o jogo.

A compactação entre os setores é um grande avanço, mas no Brasil os zagueiros continuam colados à grande área, longe do meio campo, que está também sempre longe do ataque. Apesar dos riscos, é bonito e eficiente ver o Barcelona jogar, com os defensores na linha do meio campo. A distância entre o zagueiro mais recuado e o atacante mais avançado é pequena.

O que é moderno hoje pode ter sido considerado ultrapassado. Os grandes times e craques do futebol e de todas as áreas não são antigos nem modernos. São definitivos.


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