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Bolsonaro: Veja quem estava ao lado em pronunciamento – 26/03/2025 – Poder

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu o apoio público de deputados e senadores, sobretudo de seu partido, logo após ter se tornado réu por ter liderado a trama golpista de 2022.

Assim que foi definida a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de abrir a ação penal contra ele e mais 7 acusados nesta quarta-feira (26), o ex-presidente fez um pronunciamento de quase 50 minutos em que disse negou ter armado um golpe de Estado.

Estiveram ao lado do ex-presidente senadores e deputados federais que têm demonstrado apoio público ao político, como Jorge Seif (PL-SC) e um de seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entenda quem são 8 dos parlamentares que estiveram ao lado do ex-presidente em seu primeiro pronunciamento depois de ter virado réu sob acusação de liderar a trama golpista.

1.Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o primeiro filho do ex-mandatário. Foi no seu gabinete que Jair acompanhou, pela TV, o julgamento que o tornou réu na trama de golpe. Assim como outros filhos, Flávio tem atuado ativamente na defesa do pai.

2. Caroline de Toni

A deputada federal Caroline de Toni (PL- SC) faz parte da ala mais radical do PL. É a favor da flexibilização do porte de armas e contra o aborto, além de adotar outras pautas alinhadas ao bolsonarismo.

Carol de Toni foi aluna do guru bolsonarista Olavo de Carvalho e já teve quebra de seu sigilo bancário determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes como parte do inquérito que apurou a organização e o financiamento de atos antidemocráticos.

3. Rodolfo Nogueira

O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) faz parte da tropa de choque bolsonarista e é autor de projetos conservadores, como o PL protocolado em 2023 voltado à proibição de educação sexual no ensino básico.

Ele também é autor da proposta para identificar e responsabilizar envolvidos em casos de invasão de propriedade, projeto que fez parte do conhecido pacote anti-MST. Nogueira compôs uma frente na Câmara para acelerar a anistia ao 8 de janeiro e delimitar restrições ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Gilson Machado (PL), ex-ministro do Turismo no governo Bolsonaro, é conhecido como o “sanfoneiro” do ex-mandatário, participava das lives do político e foi presidente da Embratur. Em 2022, tentou o cargo de senador por Pernambuco, mas não foi eleito. Também concorreu a prefeito do Recife em 2024 e perdeu.

Ele diz que Bolsonaro é seu mentor político, a quem diz ser fiel. Nas redes sociais, ele se define também como veterinário e cristão conservador.

5. Marco Feliciano

O deputado federal no quarto mandato Marco Feliciano (PL-SP) faz parte da bancada religiosa e se destaca como oposição ao presidente Lula (PT). Ele levanta bandeiras conservadoras e já foi processado por transfobia.

O pastor evangélico foi um dos interlocutores de Bolsonaro no Congresso quando este era presidente. Na campanha de 2022, fez campanha contra o PT dizendo que o partido iria fechar igrejas.

6. Magno Malta

O pastor e senador Magno Malta (PL-ES) tem proposta no Congresso para que a inelegibilidade de parlamentares seja votada pelas respectivas Casas, em ofensiva para blindar políticos de sanções do TSE.

Ele já participou de manifestações a favor de Bolsonaro e defende a anistia a envolvidos no 8 de janeiro. Malta aparece na delação de Mauro Cid que embasou a denúncia sobre a trama golpista como aliado de posição mais radical que sugeriu ao presidente deixar o país.

7. Jorge Seif

O senador Jorge Seif (PL-SC) também foi citado na delação de Cid como parte da ala mais radical próxima ao ex-presidente, que teria incentivado uma tentativa de golpe.

Ele foi alvo de um pedido de cassação por abuso de poder econômico na campanha de 2022. O ex-presidente participou ativamente da campanha de Seif, o qual foi secretário de Aquicultura e Pesca no governo do ex-mandatário.

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) se pronunciou depois que o ex-presidente se tornou réu. Ele divulgou nota dizendo que o processo legal não foi respeitado e que houve prisão preventiva “desvirtuada” para extrair a delação de Cid.

Ao mesmo tempo, falou da falta de acesso integral às provas, crítica recorrente dos advogados dos réus. Ele também disse que não há provas de que o ex-presidente tramou um golpe de Estado.

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