O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), aproveitou o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados de integrar a trama golpista de 2022 para mostrar que a defesa dos denunciados acessou os autos 83 vezes, no total.
Os dados foram exibidos para rebater o discurso de que os advogados que representam os acusados não tiveram acesso a todas as provas que embasaram a denúncia.
Segundo os números mostrados pelo ministro, a defesa do ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Alexandre Ramagem foi a que menos acessou os autos —foram apenas duas vezes, ambas em novembro de 2024. Um advogado do tenente-coronel Mauro Cid, que fez delação premiada, acessou cinco vezes, entre fevereiro e abril do ano passado.
Os advogados de Bolsonaro e do ex-ministro da Justiça Anderson Torres acessaram sete vezes cada. A defesa do general Walter Braga Netto fez 12 acessos, e a do ex-comandante do Exército Paulo Sérgio Nogueira, 14. Os campeões foram os representantes do general Augusto Heleno e do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, com 18 acessos cada um.
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