O Brasil disse adeus neste domingo (2) à Copa Davis deste ano, principal competição de tênis entre equipes nacionais.
A dupla Rafa Matos/Marcelo Melo, respectivamente 38º e 39º do ranking mundial de duplas, foi derrotada por Benjamin Bonzi e Pierre-Hugues Herbert (287º e 277º), por 4/6, 6/3 e 6/4, ampliando para 3 a 0 a vantagem construída pela França na melhor de cinco partidas.
Apesar de definido o confronto, uma quarta partida ainda foi disputada na sequência, entre Giovanni Mpetshi Perricard (número 30 do mundo) e Matheus Pucinelli (302º), reservas das duas equipes. Perricard venceu por um duplo 6/4, fechando em 4 a 0 para a França.
No sábado, Ugo Humbert (15º do ranking de simples) derrotou a revelação brasileira João Fonseca (99º) por 7/5 e 6/3. Arthur Fils (19º) superou Thiago Wild (76º) por 6/1 e 6/4, em uma partida com decisões polêmicas no final.
Apesar da derrota, o capitão da equipe brasileira, Jaime Oncins, previu um futuro promissor para o país na Davis.
“Este ano a gente está com uma equipe bem forte. O ano que vem vai estar mais forte ainda. Os jogadores jovens vão estar mais experientes. Vale lembrar que tem o Thiago Monteiro (100º do mundo, atualmente lesionado também. A gente tem o Felipe (Meligeni), o (Gustavo) Heide, o próprio Pucinelli. A gente está com uma safra boa. Tenho certeza que a gente ainda vai ter muitas conquistas”, disse Oncins.
Hoje, o Brasil faz parte do “Qualifiers”, a primeira divisão da Davis. Em setembro, o Brasil jogará um playoff contra um dos vencedores de uma repescagem do Grupo 1, uma espécie de segunda divisão. Se vencer, disputa novamente em 2026 a primeira rodada eliminatória, a mesma em que perdeu neste fim de semana. Se perder, terá que jogar uma repescagem para não ser rebaixado para o Grupo 2.
A escalação de Bonzi e Herbert foi uma aposta do capitão da equipe francesa, o ex-jogador Paul-Henri Mathieu, já que os dois nunca haviam jogado juntos. Mathieu explicou que Herbert é um tenista adaptável a qualquer parceiro.
Logo no terceiro game da partida, os brasileiros quebraram “de zero” o serviço de Herbert. No entanto, a quebra foi devolvida no game seguinte, no saque de Melo. Os brasileiros voltaram a quebrar o serviço de Herbert no sétimo game.
O segundo set começou com Bonzi sacando. Melo foi quebrado no sexto game e os franceses abriram 4/2. Herbert passou a sacar melhor e não deu novas oportunidades de quebra aos brasileiros.
No quinto game do set decisivo, os brasileiros salvaram três “break points” no saque de Matos. Quatro games depois, porém, Matos foi quebrado, e os franceses sacaram para vencer.
Herbert, 33, é um dos maiores duplistas da história do tênis francês. Enter 2015 e 2021, conquistou cinco títulos de Grand Slam em duplas, em todas as superfícies. “Isso de não jogar junto não existe na dupla”, explicou Melo após a partida.
Melo, 41, campeão de duplas em Roland Garros (2015) e Wimbledon (2017), almeja chegar aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. “Sendo muito sincero, o dia que eu vir que não tenho físico mais, ou o dia que eu achar que não posso ter resultados grandes, eu vou parar de jogar. Não quero também ficar jogando por jogar. Hoje eu acredito que eu ainda possa ter resultados grandes. Espero ainda jogar por um bom tempo”, disse à Folha.
Matos e Melo embarcam nesta segunda (3) para Dallas, onde disputam um torneio em quadra coberta. Em seguida jogarão no saibro, em Buenos Aires e no Rio Open.
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