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Flip celebra Leminski, ABL dá adeus a membros e mais – 03/04/2025 – Ilustrada


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“Eu jamais poderia retornar para o lugar de onde vim, tampouco sentia que podia me sentir bem de verdade no lugar aonde cheguei.”

E é no limbo entre o que foi e o que sonhou ser que hoje vive Tati Bernardi, autora do novo “A Boba da Corte”. O lançamento da cronista de 45 anos é sobre a angústia de finalmente chegar ao lugar a que aspirou e perceber que ali não tem nada.

Saída do largo do Maranhão, no Tatuapé, Tati teve um choque ao perceber que a elite intelectual brasileira na qual se inseriu “não tem nada de muito interessante”.

Em sua trajetória, ela aprendeu os códigos subterrâneos pelos quais as elites se reconhecem –que vão desde sotaques similares até uma suposta educação– e sentiu que precisava escrever sobre isso.

Colunista semanal da Folha há 12 anos, Tati é especialista em falar sobre si mesma sem pudor, mas atinge seu ápice em “A Boba da Corte”. Para o editor Walter Porto, “nunca houve tamanha oportunidade de enxergar as vísceras de Tati Bernardi como neste seu novo livro.”


Acabou de Chegar

“Nebulosas” (Editora 34, R$ 69, 304 págs., R$ 49, ebook) reúne poesias de Narcisa Amália, autora rara incluída na lista da Fuvest neste ano. Os poemas desse livro resgatado por Maria de Lourdes Eleutério fazem da névoa metáfora para o contexto de aflição e incertezas políticas do século 19. Para a crítica Carolina Anglada, as nuvens de Narcisa são ambíguas: podem fascinar e devorar, persuadir ou fazer o sentido escoar.

“Freshwater” (trad. Victor Santiago, Nós, R$ 79, 200 págs.) é a única peça da britânica Virginia Woolf. O texto é guiado por um grupo de artistas: a senhora Cameron, o pintor narcisista Watts e o poeta obstinado Alfred Tennyson. “É pelas conversas estapafúrdias das personagens que Woolf zomba das pretensões artísticas de seus antecessores”, escreve a crítica Ana Luisa Lellis.

“Diário do Fim do Amor” (Fósforo, R$ 79,90, 216 págs.) intercala trechos do diário da autora Ingrid Fagundez sobre um amor encerrado com reflexões sobre esse gênero literário. O diário é um gênero de não ficção pautado por impressões e sentimentos. No livro, a autora não usa datas precisas, mas se guia pela duração de um amor. “Fez mais sentido porque o livro não se debruça sobre eventos externos, mas sobre o que acontece dentro da narradora”, conta.


E mais

Paulo Leminski, o poeta pop, será o homenageado da Flip 2025. O curitibano, segundo o repórter especial Maurício Meireles, encarna a tensão entre o popular e o cabeça, a mesma em que a Flip se equilibra. A homenagem a Leminski dará o tom ao evento que acontece do dia 30 de julho a 3 de agosto.

Em comemoração ao centenário do escritor pernambucano Osman Lins, três de seus livros receberam cuidadosas reedições. “Os Gestos”, “Guerra sem Testemunhas” e “Avalovara” refletem sobre o ofício de escrever mesmo nos anos mais duros da ditadura militar. Para o professor Wander Melo Miranda, Lins navega entre a liberdade da imaginação e o rigor construtivo como Jorge Luis Borges e Julio Cortázar.

Há dez anos, o mercado literário foi tomado pelos livros de colorir. Agora, em 2025, o gênero volta com força através da série Bobbie Goods. Com desenhos de ursinhos, os livros americanos apostam na criação de um universo fofo. Entre os personagens da série de colorir estão a cachorrinha Momo, que conhece os melhores locais para tirar uma soneca e Pierre, o urso de poucas palavras, conta a repórter Natália Santos.


Além dos Livros

A crítica literária Heloisa Teixeira, uma das maiores expoentes do feminismo no Brasil, morreu na última sexta (28) aos 85 anos. Heloisa trocou seu sobrenome de Buarque de Hollanda para Teixeira prestes a tomar posse na Academia Brasileira de Letras. O gesto, como explica Luisa Destri, teve força simbólica, já que tirou de cena o nome do ex-marido e fez surgir o da mãe, figura menos lembrada nas narrativas que refazem o percurso intelectual da filha.

Na mesma semana, a ABL se despediu de outro de seus membros, o escritor e advogado Marcos Vilaça, que também tinha 85 anos. O intelectual pernambucano venceu o prêmio Joaquim Nabuco da Academia Pernambucana de Letras em 1961 com “Em Torno da Sociologia do Caminhão”. Vilaça foi também ministro e presidente do Tribunal de Contas da União, indicado por um de seus colegas de Academia, o ex-presidente José Sarney.

A Livraria Simples está organizando a Feira do Livro da Rocha, uma iniciativa que levará programação cultural diversa e bancas de livros para o bairro do Bixiga. O Painel das Letras conta que a feira tomará a rua Rocha no fim de semana de 3 e 4 de maio, com convidados como Sérgio Vaz, Bel Santos Mayer e Miguel Nicolelis.

A coluna traz também novidades sobre a editora Planeta, que prepara o lançamento de seu próprio selo infantil, o Tatu Bola. Com previsão de começar as edições em maio, o novo selo tem em sua fila de publicações obras infantojuvenis de Reese Witherspoon, Christian Dunker, Ana Suy e Geni Núñez.



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