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Lula diz estar no rumo certo apesar de impopularidade – 03/04/2025 – Poder

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (3) que pegou uma “terra arrasada” em seu seu terceiro mandato, durante evento de divulgação das ações do governo em forte tom de propaganda eleitoral.

“A sensação que tive [ao voltar] foi a de uma pessoa que volta para casa depois de muito tempo e, ao invés da casa, só encontra ruínas. A mesma sensação de um trabalhador rural que volta ao campo para plantar e só encontra terra arrasada. Depois de dois anos de trabalho, organizamos a casa”, declarou.

Lula foi o único a discursar, em uma fala que abriu com declarações contra as medidas tarifárias impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além de falas em defesa da democracia. “O Brasil que não bate continência para nenhuma outra bandeira que não seja a sua, que respeita todos os países, dos mais pobres aos mais ricos, mas exige reciprocidade no tratamento”, declarou.

“Precisamos da união de todos para destruir o ódio e a mentira”, disse. “Sabemos também da extraordinária capacidade de trabalho do povo brasileiro. O Brasil está no rumo certo, gerando renda e oportunidades para quem quer mudar de vida. Esse é o Brasil que estamos construindo, o Brasil dos brasileiros”, disse em reforço a um dos motes dessa nova fase da gestão.

A declaração foi dada durante o evento “O Brasil dando a volta por cima”, organizado pelo ministro da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência), Sidônio Palmeira, para mostrar as ações do governo realizadas ao longo dos dois anos da gestão.

O evento ocorre em um momento em que o governo está mal avaliado, conforme mostrou pesquisa da Genial/Quaest, que teve parte divulgada na quarta (2). O ato é mais uma movimentação da equipe para tentar reverter a queda de popularidade do presidente, além de preparar terreno para as eleições de 2026.

No evento, foram distribuídas cartilhas com o novo mote na capa, apresentando as ações da gestão divididas por áreas, como economia, saúde, segurança pública, educação e infraestrutura.

O panfleto seguia um design minimalista, diferente dos demais encartes do governo oferecidos em eventos dessa natureza.

Nele, estavam elencados aqueles considerados os principais programas e feitos da gestão, como o envio do projeto de isenção do imposto de renda ao Congresso para quem ganha até R$ 5.000, a queda nos índices de desemprego, a ampliação da gratuidade do programa Farmácia Popular, os resultados do Pé-de-Meia e o PAC (Programa de Aceleração e Crescimento) Seleções.

Com tom de propaganda eleitoral, o evento intercalou vídeos institucionais e falas de beneficiários dos programas ao palco, teve duas mestres de cerimônia e recursos visuais, além de dar destaque a programas de mandatos anteriores de Lula, como Minha Casa Minha Vida e Fies (Fundo de Financiamento Estudantil).

Todo o evento foi gravado por pelo menos oito câmeras, incluindo uma grua que fazia tomadas aéreas da reação da plateia, dos ministros e do próprio presidente. Houve falhas nas transmissões.

Em contrapartida, a pesquisa Quaest/Genial também revelou que Lula ainda lidera as intenções de voto para as eleições de 2026.

No primeiro dos oitos cenários eleitorais testados, o presidente supera Jair Bolsonaro (PL) com 44% das intenções de voto, contra 40% do ex-mandatário. No entanto, Bolsonaro está inelegível até 2030 pela Justiça Eleitoral, após virar réu sob acusação de liderar uma trama golpista e portanto não considerado para o pleito.

Essa é situação mais apertada para o petista se o pleito fosse hoje, de acordo com o levantamento. A pesquisa não incluiu cenários de primeiro turno.

O segundo quadro mais apertado para Lula é contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL): o presidente marca 44% ante 38% das intenções de voto da adversária.

Quando o rival no segundo turno é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula tem 43%, contra 37% do adversário. Em janeiro, o placar estava em 43% a 34%. Em dezembro passado, a diferença era muito maior: 52% a 26%, respectivamente, segundo a Genial/Quaest.

A cerimônia também ocorre um dia após o anúncio oficial de taxação aos produtos comprados de outros países, definindo uma taxa de 10% aos produtos brasileiros.

A cerimônia também teve a participação da primeira-dama, Janja, e de quase todos os ministros de Estado, como Fernando Haddad (Fazenda), Camilo Santana (Educação), Margareth Menezes (Cultura), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Anielle Franco (Igualdade Racial), Cida Gonçalves (Mulheres), além de parlamentares, autoridades e integrantes da sociedade civil.

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