A porta-voz do Ministério do Exterior da China, Mao Ning, em coletiva na tarde desta quarta (20), madrugada no Brasil, afirmou que o TikTok deve “decidir de forma independente” o que fazer, em resposta sobre a proposta do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para que metade da empresa de capital americano.
A pergunta, segundo o relato oficial: “O TikTok retomou as operações graças aos esforços de Trump, mas ele disse que quer um acordo que dê aos EUA 50% da propriedade da joint venture. Qual é a atitude da China em relação ao acordo do TikTok com Trump?”.
A resposta de Mao: “Sempre acreditamos que a operação e a aquisição de empresas devem ser baseadas nos princípios do mercado, e as empresas devem decidir de forma independente. Se uma empresa chinesa estiver envolvida, ela deve cumprir as leis e regulamentos chineses”.
A plataforma, tirada do ar no domingo, havia retornado no próprio dia, com mensagem aos usuários afirmando ser “resultado dos esforços do presidente Trump”.
Em nota à parte, a chancelaria chinesa informou que, também no domingo, o vice-presidente Han Zheng, enviado à posse de Trump, se reuniu com o CEO da Tesla e do X, Elon Musk, anunciado como futuro integrante do novo governo americano. Musk, segundo a Bloomberg, estaria sendo cogitado para adquirir o TikTok.
Segundo o relato chinês, no encontro, Han “deu boas-vindas às empresas americanas, inclusive a Tesla, para aproveitar oportunidades de compartilhar os benefícios do desenvolvimento da China e fazer novas e grandes contribuições para os laços econômicos e comerciais mais próximos entre a China e os EUA”.
Musk disse, também segundo o relato, que “a Tesla está pronta para aprofundar o investimento na China e a cooperação com o país e para representar um papel positivo na promoção das interações econômicas e comerciais”.
Em seu perfil no X, plataforma que controla, o empresário não comentou a reunião, mas fez um registro sobre o TikTok no domingo: “Tenho sido contra o banimento do TikTok por muito tempo, porque isso vai contra a liberdade de expressão”.
E acrescentou: “Dito isso, a situação atual em que a operação do TikTok é permitida nos EUA, mas a operação do X não é permitida na China é desequilibrada. Alguma coisa precisa mudar”.
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