Uma fusão com o Republicanos se tornou a opção favorita da cúpula do PSDB. As tratativas foram discutidas em reunião nesta terça-feira (25) entre o presidente do partido, Marconi Perillo, os deputados Aécio Neves (MG), Adolfo Viana (BA) e Beto Richa (PR) e os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul).
O PSDB já negociou com PSD, MDB, PDT, Solidariedade e Podemos uma federação ou fusão para tentar se manter influente após perder espaço para o bolsonarismo e ficar ameaçado pela cláusula de desempenho. Há duas semanas, iniciou conversas com o Republicanos, partido do presidente da Câmara Hugo Motta (PB) e opção preferida dos dois governadores.
Três tucanos relataram à Folha que o principal entrave hoje para realizar a fusão com o Republicanos é Aécio, que prefere uma aliança com o Podemos –partido com tamanho parecido com o do PSDB. Por meio de sua assessoria, ele negou e disse que apoia as conversas com Republicanos, Podemos e Solidariedade.
Para quebrar as resistências, o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), indicou que pode ceder a presidência do partido em Minas Gerais para Aécio. Isso ocorreria apesar da diferença de tamanho entre os dois partidos no Estado –o Republicanos tem quatro deputados federais e um senador, enquanto o PSDB só possui dois deputados.
O PSDB agora aguarda uma proposta mais concreta sobre a divisão de espaços na nova agremiação, mas a intenção é concluir as conversas em três semanas, antes da Páscoa. A pressa ocorre porque é preciso definir o comando do partido em cada estado para que sejam montadas as chapas para as eleições de 2026.
Em fevereiro, após meses de negociação, o Republicanos rejeitou a possibilidade de uma federação com PP e União Brasil.
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