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Talentosa em tudo que fazia, foi pioneira na computação – 27/03/2025 – Cotidiano


Na infância, Marília de Virgiliis Teixeira dos Santos queria ser astronauta. O sonho de ir ao espaço não se realizou, mas não por falta de talento ou curiosidade. Durante a vida, ela transitou com desenvoltura por tecnologia, culinária, vida acadêmica e artesanato.

Nascida em São Paulo em 25 de fevereiro de 1949, era filha de Ruy da Silva Virgiliis e Edilde Pereira Passos Centofanti Virgiliis. Após estudar no Colégio Rio Branco, no bairro de Higienópolis, na região central da cidade, Marília se graduou em matemática e em física na Universidade Mackenzie. Nos dois cursos, ela ficou em primeiro lugar no vestibular, sem realizar curso preparatório.

No final dos anos 1960, quando a computação ainda era desconhecida da maioria dos brasileiros, ela fez um curso e foi trabalhar na área dois meses depois.

“O computador era gigante e ocupava um quarto inteiro. Foi desafiador. Ela desafiava as programações e brigava com os computadores, como se eles tivessem vida”, lembra-se a irmã, Ivone de Virgiliis, 72.

Por muitos anos, ela aliou a rotina profissional com a criação dos filhos Fernando e Ricardo, frutos do casamento com o músico, compositor e artista gráfico Marco Zdanowicz. Após a morte de Marco, ela deixou a carreira.

Além da computação, Marília também se destacou na culinária, outra de suas paixões. Ela fez dois volumes do “Cozinha Prática da Maroca”, com receitas próprias e dicas do que fazer na cozinha, que segue como livro de consulta de toda a família.

Sua especialidade era um quindim que, além de estar presente nas reuniões familiares, também era vendido para restaurantes famosos da capital, como o Dinho’s.

Ela ainda fez um curso avançado de artesanato para aperfeiçoar seus dons de costura, fazendo pijamas para os familiares e inventando bolsas.

Algum tempo depois, ela se casou novamente, com Paulo Teixeira dos Santos, e foi morar em Campinas, ocasião em que parou de trabalhar. Dez anos depois, o segundo marido morreu e ela voltou para São Paulo, para morar com o filho Fernando.

Há dois anos, ela foi diagnosticada com um câncer e, nesse período, enfrentou metástases. Marília morreu na noite de 13 de março, aos 76 anos, deixando a irmã, os dois filhos e três netos.

“Ela era turrona, teimosa e briguenta. Nada disso fez com que nosso amor não superasse as diferenças que tínhamos e minha admiração por todo seu talento”, diz Ivone. “A perda é uma dor muito grande, mas também um alívio porque ela parou de sofrer.”

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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